“Fita marrom” de sargaço no Atlântico já é vista do espaço e traz impactos ao litoral e à biodiversidade

Imagens de satélite vêm registrando, nos últimos anos, a formação de uma imensa faixa de algas conhecida como sargaço, apelidada de “fita marrom”, que se estende por milhares de quilômetros no Atlântico. O fenômeno, embora natural, passou a ocorrer em escala inédita, chamando a atenção de instituições como NASA, NOAA e universidades envolvidas no monitoramento oceânico.

O aumento da temperatura da água e o excesso de nutrientes despejados no mar são apontados como fatores que favorecem a explosão de sargaço em alto mar. Quando essa biomassa alcança a costa, o acúmulo nas praias provoca mau cheiro, piora da balneabilidade, afeta diretamente o turismo, as atividades de lazer e esportes náuticos, além de gerar custos adicionais com limpeza e manejo.

Do ponto de vista ambiental, o excesso de algas pode reduzir o oxigênio disponível na água, prejudicando peixes, corais, gramíneas marinhas e outros organismos costeiros. O sargaço acumulado também pode sufocar ninhos de tartarugas e bloquear a entrada de luz solar, alterando o equilíbrio dos ecossistemas locais.

Em resposta a esse cenário, pesquisadores e gestores costeiros têm utilizado dados de satélite e modelos de previsão para acompanhar a trajetória da “mancha marrom”, permitindo o planejamento de ações de limpeza, a instalação de barreiras, o redirecionamento de rotas de embarcações e a orientação adequada a turistas e comunidades locais.

Para a Água Viva, o caso do sargaço reforça a importância do monitoramento contínuo dos oceanos e da gestão integrada da zona costeira, unindo ciência, poder público, setor turístico e sociedade civil. Apenas com informação qualificada e planejamento antecipado será possível conciliar conservação da biodiversidade marinha, segurança das comunidades litorâneas e atividades econômicas dependentes do mar.

Leia matéria na integra

https://clickpetroleoegas.com.br/fenomeno-fita-marrom-sargaco-atlantico-visivel-espaco-impacta-praias-turismo-biodiversidade-caes