Água Viva pede apuração ambiental e questiona protocolos de emergência após novo acidente na rodovia
A Associação Guarujá Viva – ÁGUA VIVA encaminhou nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, manifestação com requerimento de providências nos autos do Inquérito Civil nº 01/24-GAEMA-BS (SIS nº 0703.0000001/2024), em trâmite na Promotoria de Justiça do Meio Ambiente – GAEMA – Núcleo Baixada Santista.
A iniciativa decorre de mais um episódio ocorrido na Rodovia Cônego Domênico Rangoni. No último dia 20 de fevereiro de 2026, uma carreta carregada com sucata de plástico incendiou-se na altura do km 259, em Santos, provocando a interdição total da via para atuação das equipes de emergência e gerando congestionamento superior a 7 quilômetros.
Embora não haja registro de vítimas, a combustão de material plástico pode gerar emissão de poluentes atmosféricos tóxicos, como dioxinas e furanos, além de possível deposição de resíduos contaminantes no solo, no sistema de drenagem e em áreas ambientalmente sensíveis do entorno.
Recorrência de eventos
O fato guarda pertinência com o objeto do inquérito já em curso, que apura danos ambientais decorrentes da explosão de caminhão-tanque ocorrida na mesma rodovia em dezembro de 2023.
Diante da repetição de acidentes envolvendo cargas potencialmente poluidoras, a entidade requereu ao Ministério Público a apuração de:
- eventual acionamento integral do Plano de Atendimento a Emergências Ambientais da concessionária;
- realização de monitoramento da qualidade do ar após o incêndio;
- inspeção e possível descontaminação do solo e do sistema de drenagem;
- comunicação formal e atuação dos órgãos ambientais competentes;
- existência de falhas sistêmicas nos protocolos de prevenção e resposta.
Princípios da prevenção e da precaução
Para a ÁGUA VIVA, a análise integrada desses episódios é medida juridicamente adequada e necessária para assegurar a tutela ambiental e prevenir novos danos.
A entidade seguirá acompanhando o andamento do procedimento e aguardará as providências cabíveis.