Praticantes da canoas havaianas passam sufoco no canal do Porto de Santos

OS INCONFIDENTES, 02 de maio de 2026 – Vídeo mostra com clareza a falta de atenção para com a mudança do tempo – mar agitado, ventos fortes e ondas que podiam ultrapassar três metros – com a segurança dos envolvidos e, principalmente, a falta de fiscalização

Um vídeo publicado nas redes sociais, em especial, no Viver em Santos, neste sábado (2) mostrou uma situação que há meses vem sendo alvo de denúncia e reportagens de Os Inconfidentes: os riscos diários que praticantes de canoas havaianas se submetem ao atravessar o Canal do Porto de Santos, ainda não são suficientes para que as autoridades municipais e federais tomem qualquer medida para evitar uma tragédia anunciada.

O vídeo mostrou com clareza a falta de atenção para com a mudança do tempo – mar agitado, ventos fortes e ondas que podiam ultrapassar três metros – com a segurança dos envolvidos e, principalmente, a falta de fiscalização por parte de quem deveria proibir a prática do esporte na região em que trafegam grandes embarcações. 

Em uma das várias reportagens, Os Inconfidentes informaram que a Associação Guarujá Viva – ÁGUA VIVA encaminhou manifestação formal ao Ministério Público Federal (MPF) solicitando a apuração de possíveis irregularidades na exploração comercial de canoas havaianas na região da Ponta da Praia, em Santos (SP), e no Canal do Estuário.

A iniciativa da entidade decorreu de duas reportagens, que trouxeram à tona indícios de possível desvio de finalidade, ausência de segurança na navegação e uso indevido de espaço público em atividades realizadas em área de intenso tráfego marítimo.

Segundo revelado, dezenas de embarcações permanecem estacionadas em área pública e estariam realizando passeios turísticos remunerados, com cobrança de valores de até R$ 80 por pessoa, inclusive com travessias do canal do estuário, principal via de navegação do maior porto da América Latina.

Há relatos de passeios realizados com canoas alinhadas e presas entre si, transportando cerca de 20 pessoas, inclusive crianças.

Diante da relevância dos fatos noticiados, a ÁGUA VIVA levou o conteúdo ao conhecimento do MPF, requerendo que a manifestação fosse recebida como notícia de fato, com a adoção das providências cabíveis, inclusive a requisição de informações à Capitania dos Portos de São Paulo, à Marinha do Brasil e aos demais órgãos federais competentes, acerca da regularidade das atividades e da fiscalização existente.

Até hoje o canal vem sendo negligenciado pelas prefeituras de Santos e Guarujá, Capitania dos Portos e, até então, pela Autoridade Portuária de Santos (APS) que, apesar de alertados, não conseguem sequer regulamentar, em terra e em mar, o estacionamento e o tráfego de uma simples canoa havaiana. Ver https://osinconfidentes.com.br/por-mar-ou-por-terra-canoas-havaianas-seguem-sem-regras-e-fiscalizacao/.

Antes, a APS, uma empresa pública vinculada ao Ministério dos Portos e Aeroportos, já havia dito que a autorização e fiscalização das atividades de canoa havaiana não são de sua responsabilidade, mas sim, da Capitania dos Portos. Por fim, a Marinha resolveu fiscalizar e proibir o acesso somente a Praia do Moisés, em Guarujá (SP). https://osinconfidentes.com.br/forcas-armadas-notificam-embarcacoes-e-fecham-a-praia/.