Você já tentou sair do Guarujá por volta do meio-dia?

Rotatória de acesso vira “engarrafamento permanente” e AGUAVIVA leva caos do trânsito ao Ministério Público

Quem tenta entrar ou sair do Guarujá em determinados horários do dia já sabe: a rotatória de acesso ao município se transformou em sinônimo de estresse, filas intermináveis e risco constante de acidentes. Caminhões estacionados lateralmente, pista estrangulada, carros espremidos em uma única faixa e congestionamentos que se repetem dia após dia criam um cenário de colapso viário na porta de entrada da cidade.

A situação, que afeta moradores, trabalhadores, turistas e o transporte de cargas, foi levada pela Associação Guarujá Viva – AGUAVIVA ao Ministério Público do Estado de São Paulo, que registrou o atendimento nº 0278.0000227/2026, em 13/04/2026. A entidade pede que o problema seja investigado e que o poder público seja cobrado a adotar medidas efetivas de segurança e ordenamento do trânsito na região.

Segundo registros feitos pela AGUAVIVA, a rotatória apresenta dimensionamento inadequado e falta de fiscalização, o que favorece a formação de filas de caminhões ao longo das laterais da via de acesso. Esses veículos passam a usar o local como uma espécie de “pátio” improvisado, ocupando a faixa da direita e comprimindo o espaço de circulação dos automóveis. Em alguns momentos, motoristas de carros de passeio são obrigados a trafegar praticamente colados ao meio-fio ou ao gramado, aumentando o risco de colisões.

Importante destacar que os caminhoneiros e os veículos de carga não são os vilões dessa história. Eles acabam usando a lateral da via por falta de estrutura adequada, planejamento e fiscalização do poder público, que deveria oferecer áreas apropriadas de espera e ordenamento do trânsito.

Hoje a entrada do Guarujá funciona como um pátio improvisado de caminhões, por falta de estrutura adequada e fiscalização do poder público. Os veículos de carga acabam ocupando a lateral da via, comprimem a faixa de carros de passeio e, assim, se cria um cenário permanente de risco de acidentes para motoristas, pedestres e ciclistas”, diz o engenheiro José Manoel Ferreira Gonçalves, presidente da AGUAVIVA.

As imagens que acompanharam o atendimento ao Ministério Público mostram a gravidade do problema: longas filas de caminhões parados, faixas reduzidas, veículos de passeio tentando se desviar em espaço mínimo e a rotatória funcionando como gargalo permanente para quem entra ou sai da cidade.

Para a AGUAVIVA, não se trata de incômodo pontual ou simples reclamação de quem não quer enfrentar trânsito, mas de uma questão de segurança pública, planejamento urbano e respeito à população e também a quem trabalha na estrada.

A associação seguirá acompanhando a análise do Ministério Público e cobrando providências da Prefeitura e dos órgãos responsáveis. A participação da comunidade, com relatos, fotos e vídeos da situação, é considerada fundamental para mostrar que o problema é cotidiano e afeta diretamente a qualidade de vida e a mobilidade no Guarujá.